Compreendendo o Evangelho: Por que Jesus morreu em nosso lugar
- Keith Thomas
- 27 de dez. de 2025
- 4 min de leitura

Em nossas meditações diárias, continuamos explorando o tema de estarmos equipados para compartilhar o Evangelho com outras pessoas. Muitas vezes, nosso desafio é não saber como compartilhar o Evangelho — o que dizer? É necessário treinamento sobre quais verdades transmitir. Já abordamos três partes essenciais da apresentação do Evangelho: 1. A salvação é um dom, 2. Todos pecaram, 3. O salário do pecado. Agora passamos para a quarta parte, que explica por que Cristo, Deus em carne, teve que morrer. Ele morreu como nós e por nós. Ele morreu como um substituto.
Na mensagem de hoje, vamos mergulhar nas boas novas em si, e as seguintes verdades devem ser explicadas claramente para que as pessoas possam resolver a questão da justiça de uma vez por todas. Se alguém se sentir indigno, terá dificuldade em se aproximar de Deus. Tentar viver a vida cristã com base em nossos méritos e esforços é impossível. Há uma razão pela qual Jesus teve que sofrer na cruz, e este é o ponto crucial que as pessoas precisam entender:
Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-vos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado no Espírito (1 Pedro 3:18; ênfase adicionada).
Jesus não morreu como mártir; Ele morreu como substituto. O que queremos dizer com substituto? Em seu livro Written in Blood (Escrito com Sangue), Robert Coleman conta a história de um menino cuja irmã precisava de uma transfusão de sangue. O médico explicou que ela tinha a mesma doença da qual o menino havia se recuperado dois anos antes. Sua única chance de recuperação era uma transfusão de alguém que já tivesse vencido a doença. Como as duas crianças tinham o mesmo tipo sanguíneo raro, o menino era o doador ideal. “Você daria seu sangue para a Maria?”, perguntou o médico. Johnny hesitou. Seu lábio inferior começou a tremer. Então ele sorriu e respondeu: “Claro, pela minha irmã”.
As duas crianças foram levadas para a sala do hospital — Maria, pálida e magra; Johnny, robusto e saudável. Nenhum dos dois falou, mas quando seus olhos se encontraram, Johnny sorriu. Quando a enfermeira inseriu a agulha em seu braço, o sorriso de Johnny desapareceu. Ele observou o sangue fluir pelo tubo. Com a provação quase terminada, sua voz ligeiramente trêmula quebrou o silêncio. “Doutor, quando eu vou morrer?” Só então o médico percebeu por que Johnny havia hesitado, por que seu lábio havia tremido quando ele concordou em doar seu sangue. Ele pensava que doar seu sangue para sua irmã significava abrir mão de sua vida. Naquele breve momento, ele tomou sua grande decisão. Felizmente, Johnny não precisou morrer para salvar sua irmã. No entanto, cada um de nós enfrenta uma condição mais séria do que a de Mary, e isso exigiu que Jesus desse não apenas Seu sangue, mas Sua vida. Ele tomou sobre Si a punição justa que você e eu merecíamos, para que o perdão pudesse nos ser oferecido gratuitamente como um presente.
“Ele mesmo levou nossos pecados” em seu corpo na cruz, para que pudéssemos morrer para os pecados e viver para a justiça; “pelas suas feridas vocês foram curados” (1 Pedro 2:24).
Ele nos salvou, não por causa das coisas justas que fizemos, mas por causa de sua misericórdia. Ele nos salvou através do banho da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo (Tito 3:5).
O problema do pecado e seus efeitos precisavam ser tratados e resolvidos. Em Seu amor, Deus enviou Seu Filho, Jesus Cristo — Deus em forma humana — nascido como homem para vencer o pecado e a morte em nosso lugar. Quando Jesus foi crucificado, Ele tomou o nosso lugar, morrendo como nosso substituto. O termo “morte substitutiva” descreve melhor o que Jesus realizou ao morrer em nosso lugar.
Vamos ilustrar isso melhor com a seguinte história. No livro Milagre no Rio Kwai, Ernest Gordon relata a história real de um grupo de prisioneiros de guerra que trabalhavam na Ferrovia da Birmânia durante a Segunda Guerra Mundial. No final de cada dia, as ferramentas eram recolhidas do grupo de trabalho. Em uma ocasião, um guarda japonês gritou que uma pá estava faltando e exigiu saber quem a havia pegado. Ele gritava e xingava, entrando em um estado de fúria paranóica, e ordenou que o culpado se apresentasse. Ninguém se moveu. “Todos morrerão! Todos morrerão!”, gritou ele, engatilhando e apontando seu rifle para os prisioneiros. Naquele momento, um homem deu um passo à frente, e o guarda o espancou até a morte com seu rifle enquanto ele permanecia em silêncio, em posição de sentido. Quando voltaram ao acampamento, os soldados contaram as ferramentas novamente e nenhuma pá estava faltando. Aquele homem deu um passo à frente como substituto para salvar os outros. Da mesma forma, Jesus deu um passo à frente e satisfez a justiça morrendo em nosso lugar. Vamos continuar com este tema amanhã. Keith Thomas
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