
Continuamos nossa série sobre os atos sobrenaturais do Senhor Jesus durante Seu tempo na Terra. Hoje, vamos nos concentrar na ressurreição do filho de uma viúva:
11Pouco depois, Jesus foi a uma cidade chamada Naim, e seus discípulos e uma grande multidão o acompanharam. 12Ao se aproximar do portão da cidade, um morto estava sendo carregado — o único filho de sua mãe, que era viúva. E uma grande multidão da cidade a acompanhava. 13Quando o Senhor a viu, seu coração se compadeceu dela e ele disse: “Não chore”. 14Então ele se aproximou e tocou o caixão, e aqueles que o carregavam pararam. Ele disse: “Jovem, eu te digo, levante-se!” 15O morto sentou-se e começou a falar, e Jesus o devolveu à sua mãe. 16Todos ficaram cheios de admiração e louvaram a Deus. “Um grande profeta surgiu entre nós”, diziam eles. “Deus veio para ajudar o seu povo.” 17Essa notícia sobre Jesus se espalhou por toda a Judéia e pelos países vizinhos (Lucas 7:11-17).
Um coração para os vulneráveis: por que Deus cuida das viúvas
As viúvas e os órfãos sempre foram aqueles a quem Deus demonstrou cuidado e compaixão especiais. Seu coração se compadece deles em seus momentos de necessidade. Tiago, meio-irmão do Senhor Jesus, escreveu: “A religião que Deus, nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas aflições e manter-se livre da corrupção do mundo” (Tiago 1:27). O mundo é cruel para as mães solteiras e seus filhos. Eles estão entre os mais vulneráveis da nossa sociedade. Deus tem um coração para os indefesos, e Seus olhos estão sempre sobre eles:
Pai dos órfãos e defensor das viúvas é Deus em sua santa morada (Salmo 68:5).
A cena em Naim: quando a morte encontra a vida
Vamos tentar visualizar a cena da viúva da cidade de Naim. No versículo 11, observamos uma grande multidão seguindo os discípulos. Assim que se aproximaram do portão da cidade de Naim, um cortejo fúnebre estava saindo. A viúva não pediu um milagre; Jesus o concedeu sem que ela pedisse. O autor Ken Gire observa: “É um milagre realizado sem provocação humana. Sem a intenção de transmitir lições aos discípulos. Sem a preocupação de demonstrar divindade aos céticos. É um milagre extraído inteiramente da fonte da compaixão divina. Tão livre é a água. Tão puro é o coração de onde ela é extraída. Tão terna a mão que a recolhe e a leva aos lábios dessa mãe enlutada.”
Deus nem sempre exige fé antes de agir sobrenaturalmente; Ele age por Sua compaixão, graça e misericórdia. Essa viúva estava desamparada e sozinha no mundo, sem ninguém para sustentá-la ou protegê-la. Ela não fez nada para merecer a atenção de Jesus, exceto estar em necessidade. Assim como essa viúva, não fizemos nada para merecer o favor de Deus. Quando estávamos perdidos no pecado, Cristo morreu por nós e nos atraiu para Si.
O poder da compaixão comovente
O versículo 13 afirma: “Seu coração se compadeceu dela, e ele disse: ‘Não chore’”. Lucas usa a palavra grega mais forte disponível para transmitir a compaixão de Jesus. O termo se refere às partes mais íntimas do corpo, as vísceras (o coração, o fígado e os pulmões). Descreve uma emoção que evoca uma resposta física: compaixão comovente. Jesus não se preocupou em se tornar ritualmente impuro ao se aproximar para tocar o caixão (v. 14). As pessoas são o foco principal do Senhor. Uma lei maior estava em ação, a lei do amor e da compaixão.
Ele falou com autoridade: “Jovem, eu te digo, levante-se!” Em todos os relatos do Evangelho sobre um funeral em que Jesus estava presente, Ele ressuscitou o falecido. Houve Lázaro em João 11, o servo do centurião em Lucas 7:1-10 e Jairo, o chefe da sinagoga, cuja filha foi ressuscitada dos mortos (Lucas 8:40-56).
Deus veio para ajudar o seu povo
Os presentes ficaram cheios de admiração (v. 16-17), demonstrando espanto por um evento tão notável. Uma presença extraordinária de Deus tomou conta deles, mostrando que Deus estava realmente visitando o seu povo. Como isso poderia ser? Esse homem estava morto! Pense no louvor que irrompeu quando os parentes e a própria mãe receberam seu filho de volta dos mortos. Visualize a tristeza de perder seu único filho e, em seguida, a alegria de abraçar alguém que você pensava ter perdido para a morte. Então, uma declaração maravilhosa sobre Cristo foi feita: “Deus veio para ajudar o seu povo!” (v. 16). Nós nos assemelhamos mais ao nosso Senhor quando nos identificamos com os pobres e sofredores, demonstrando a graça de Deus com corações compassivos e fazendo tudo o que podemos para aliviar sua dor e suprir suas necessidades. Keith Thomas
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