Sanando Conflitos Familiares: Lições do Atalho de Abraão
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Continuamos a reflexão de ontem sobre a sugestão de Sarai a Abrão (Abraão) de que ele recorresse a Hagar para ter um filho e cumprir a visão de Abrão de se tornar pai de uma multidão. A passagem que estamos examinando hoje começa com Abrão dormindo com Hagar:
4Ele dormiu com Hagar, e ela concebeu. Quando soube que estava grávida, começou a desprezar sua senhora. 5Então Sarai disse a Abrão: “Você é responsável pelo mal que estou sofrendo. Coloquei minha serva em seus braços, e agora que ela sabe que está grávida, ela me despreza. Que o SENHOR julgue entre você e eu.” 6“Sua serva está em suas mãos”, disse Abrão. “Faça com ela o que achar melhor.” Então Sarai maltratou Hagar; por isso, ela fugiu dela. 7O anjo do SENHOR encontrou Hagar perto de uma fonte no deserto; era a fonte que fica ao lado da estrada para Sur (Gênesis 21:4-7).
O alto custo dos atalhos espirituais
Quando Hagar, a serva de Sarai, engravidou, a casa e os relacionamentos mudaram. As coisas ficaram complicadas! Hagar ficou orgulhosa e começou a menosprezar sua senhora. Qualquer que fosse a atitude de Hagar em relação a Sarai, de setenta e cinco anos, isso levou ao sofrimento de Sarai. Sarai agora culpa Abrão por sua falta de liderança ao permitir que o atalho prosseguisse, e ela está certa. Abrão era o líder do lar, aquele que recebeu orientação de Deus para guiar a família, mas sua liderança era instável porque ele não buscou a orientação de Deus para sua família. Quando Sarai levantou a questão com Abrão, ele deveria ter sido o responsável por resolvê-la, mas, em vez disso, transferiu a responsabilidade de volta para Sarai:
“A tua serva está em tuas mãos”, disse Abrão. “Faz com ela o que achares melhor.” Então Sarai maltratou Hagar; e ela fugiu dela (v. 6).
Quando a Liderança Falha: A Abdicação de Abrão
Abrão deveria ter tratado Hagar com bondade e aconselhado Sarai a fazer o mesmo, já que ambos eram responsáveis pelo plano. No entanto, Abrão não assume a responsabilidade por Hagar. Em sua resposta a Sarai, ele nem mesmo menciona Hagar pelo nome, chamando-a simplesmente de serva de Sarai (v. 6). Parece que ele está se distanciando da situação envolvendo Hagar e seu filho ainda por nascer. Trata-se de uma clara abdicação de responsabilidade, e parece haver pouca preocupação com o bem-estar de Hagar ou de Ismael. Tratada como uma mercadoria, Hagar foi expulsa da família, servindo como um lembrete do atalho fracassado de Abrão e Sarai em relação ao plano de Deus. Ela sentiu que seu filho ainda por nascer seria indesejado pela família de Abraão, o que a deixou insegura, especialmente com um bebê a caminho. Em busca de solidão, Hagar fugiu para um lugar deserto e sentou-se junto a uma fonte de água. Em sua angústia, o Anjo do Senhor apareceu a ela. Vamos discutir isso amanhã.
Encontrando esperança em sua temporada no deserto
Você já passou por um relacionamento familiar rompido? Você acreditava estar fazendo a coisa certa, mas sentimentos feridos, insegurança e explosões emocionais causaram separação dentro de sua família. O que você pode fazer? Aprenda com Hagar: passe um tempo sozinha, abra seu coração para o Senhor e lance todas as suas preocupações sobre Ele (1 Pedro 5:7). Talvez, assim como Hagar, você encontre o Anjo do Senhor no seu lugar de deserto. Graças a Deus que, mesmo em tempos áridos e desérticos, há sempre uma fonte ou um poço de salvação, e Ele cuida continuamente de nós. Vamos examinar o encontro de Hagar com o Anjo do Senhor na meditação de amanhã.
Aplicação prática: como usar isso em sua vida
1. Assuma sua parte (A regra do “sem culpa”)
Sarai culpou Abrão, e Abrão culpou as circunstâncias. Em seu próprio conflito familiar, faça uma “Avaliação de Responsabilidade”.
Ação: Anote o conflito. Em vez de listar o que a outra pessoa fez, pergunte: “Eu tomei um atalho (menti, manipulei ou apressei as coisas) para conseguir o que queria?” Se sim, comece a cura admitindo essa parte específica diante de Deus.
2. Pare de tratar os outros como “mercadorias”
Abram deixou de chamar Hagar pelo nome; passou a chamá-la de “sua escrava”. Fazemos isso quando deixamos de ver os membros da família como pessoas e passamos a vê-los como “problemas” ou “incômodos”.
Ação: Se você está tendo dificuldades com alguém, ore por essa pessoa pelo nome hoje. Use o nome dela intencionalmente na conversa. Isso lembra ao seu coração da humanidade dela.
3. Busque a “fonte” antes da solução
Hagar correu para o deserto. Ela não tinha um plano, mas encontrou uma fonte e um anjo. Às vezes tentamos resolver a briga familiar antes de termos resolvido nossos próprios corações.
Ação: Antes de enviar aquela “mensagem de texto irritada” ou tentar argumentar seu ponto de vista novamente, vá para o seu “lugar no deserto” (um quarto silencioso, um banco de parque). Passe 10 minutos em silêncio. Diga a Deus: “Estou no meu limite. Mostre-me a fonte de água que estou perdendo.” Keith Thomas
Continue sua jornada…
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