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O Significado da Circuncisão: Da Carne de Abraão ao Coração do Crente

  • há 5 horas
  • 4 min de leitura

Compreendendo o Sinal da Aliança de Abraão


Em nossas meditações diárias nas Escrituras, nos concentramos nas lições que Abraão aprendeu e que o tornaram um homem de Deus. Hoje, examinamos a Aliança de Abraão mais de perto. Deus pediu a Abraão e a seus descendentes que portassem um sinal físico como lembrança de seu compromisso com a aliança. Assim como uma aliança de casamento simboliza uma aliança matrimonial, um descendente de Abraão portava uma marca em sua carne para lembrá-lo da aliança que Deus fez com Abraão, Isaque e Jacó. Aqui estão as instruções de Deus a Abraão:


A ordem: Gênesis 17 e a aliança eterna


9Então Deus disse a Abraão: “Quanto a você, deve guardar a minha aliança, você e seus descendentes depois de você, por todas as gerações vindouras. 10Esta é a minha aliança com você e com seus descendentes depois de você, a aliança que você deve guardar: todo varão entre vocês será circuncidado. 11Vocês devem se submeter à circuncisão, e ela será o sinal da aliança entre vocês e mim. 12Para as gerações futuras, todo varão entre vós que tiver oito dias de idade deve ser circuncidado, incluindo aqueles nascidos em tua casa ou comprados com dinheiro de um estrangeiro — aqueles que não são teus descendentes. 13Quer tenham nascido em tua casa ou tenham sido comprados com teu dinheiro, eles devem ser circuncidados. Minha aliança na tua carne será uma aliança eterna (Gênesis 17:9-13; ênfase adicionada).


Arrependimento e Dependência: Por que a Carne?


O comentarista R. Kent Hughes diz o seguinte sobre a marca da circuncisão:


Significativamente, a circuncisão envolvia os poderes de procriação de Abraão — a área da vida em que ele havia recorrido à conveniência carnal e fracassado. Os melhores planos e a força do homem jamais concretizariam a promessa. Para Abraão, a circuncisão foi um ato de arrependimento e um sinal de dependência de Deus para a promessa.[1]


Abraão tentou realizar a vontade e o propósito de Deus fazendo o que podia (como no caso da serva de Sarai, Hagar, que deu à luz Ismael), mas fracassou miseravelmente. Deus estava agora mostrando que somente Ele poderia satisfazer todas as suas necessidades e cumprir a visão que lhes havia dado. Abraão finalmente estava em paz, esperando que Deus cumprisse Sua Palavra e Suas promessas, agindo à maneira de Deus. Como crentes em Cristo, também devemos aprender essa lição — agir à maneira de Deus, não à nossa.


Mais tarde, no Novo Testamento, a circuncisão gerou um debate significativo entre os crentes da igreja primitiva. Quando os não judeus se convertem, alguns argumentavam que eles deveriam ser circuncidados. Paulo esclareceu que a circuncisão física não era mais necessária, enfatizando que os crentes deveriam se concentrar na circuncisão espiritual do coração.


Do Sinal Físico à Realidade Espiritual: A Circuncisão do Coração


28Não é judeu aquele que o é apenas exteriormente, nem a circuncisão é meramente exterior e física. 29Não, judeu é aquele que o é interiormente; e a circuncisão é a circuncisão do coração, pelo Espírito, não pela lei escrita. O louvor de tal pessoa não vem das pessoas, mas de Deus (Romanos 2:28-29).


Descansando na Nova Aliança por meio de Cristo


O descanso sabático da fé encontra-se na confiança no que Deus fez por nós e em nosso favor. Não precisamos mais impressionar a Deus com sinais externos de compromisso com o Seu caminho. Em vez disso, trata-se do que acontece no coração. O Espírito nos guia de dentro, não seguindo um código rígido que visa agradar a Deus por meio de obras carnais, mas reconhecendo que Cristo desceu do céu e cumpriu todos os requisitos da Lei.


Nosso desejo de agradar a Deus agora vem do coração, não da carne.


Graças a Deus pela nova aliança estabelecida pelo sangue do Messias, que nos capacita a sermos perfeitos e completos. Com a morte de Cristo para nossa santificação — o processo de sermos separados para uso santo — a circuncisão não é mais necessária, pois Ele é a nossa santificação (1 Coríntios 1:30). Paulo explicou isso claramente quando disse: “Pois nós somos a circuncisão, nós que adoramos pelo Espírito de Deus, que nos gloriamos em Jesus Cristo e que não confiamos na carne” (Filipenses 3:3).


Como aplicar isso hoje


A lição que Abraão aprendeu — e que Paulo reforça — é sobre onde colocamos nossa confiança. Aqui estão três maneiras de aplicar isso:


1. Identifique seus momentos “Hagar”: Abraão tentou “ajudar” Deus tendo um filho com Hagar porque estava cansado de esperar. Pergunte a si mesmo: Onde estou tentando forçar um resultado na minha vida por meio de minha própria manipulação ou estresse, em vez de esperar pelo tempo de Deus?

2. Analise suas motivações: No Novo Testamento, a circuncisão tornou-se uma forma de as pessoas “parecerem” santas. Examine sua vida espiritual: estou fazendo “coisas boas” (frequentar a igreja, postagens nas redes sociais, regras religiosas) para impressionar os outros, ou minha adoração vem de um lugar íntimo e sincero?

3. Pratique o “descanso espiritual”: A “circuncisão do coração” significa que não precisamos mais nos esforçar para ganhar o favor de Deus — Cristo já fez essa obra. Hoje, quando você sentir a pressão de ser “perfeito”, reserve 30 segundos para respirar e orar: “Senhor, hoje não confio na minha carne. Confio na Tua obra consumada.” Keith Thomas


Continue sua jornada…

Para mais meditações e estudos diários na Bíblia, clique nos seguintes links:

Abaixo, você encontrará um exemplo de nossos estudos bíblicos aprofundados no seguinte link: https://www.groupbiblestudy.com/ptjesuslastdays/5.-the-seven-sayings-from-the-cross

[1]R. Kent Hughes, Gênesis, O Início e a Bênção. Publicado pela Crossway, página 248.

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