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Jesus cura o homem com hidropisia: uma lição sobre compaixão versus tradição

  • 6h
  • 4 min de leitura

Em nosso estudo contínuo sobre os atos sobrenaturais do Senhor Jesus, chegamos a um momento poderoso de confronto e compaixão em Lucas 14:1-6. Hoje, estamos nos concentrando em Jesus curando o homem com hidropisia (edema nos dias de hoje). Embora esse relato ocorra durante uma refeição tranquila no sábado, ele revela uma profunda tensão entre a fria tradição religiosa e o coração de Deus. Ao examinarmos esse milagre, vemos como Cristo prioriza a vida humana e a misericórdia acima das armadilhas criadas por Seus críticos.


1Num sábado, quando Jesus foi comer na casa de um fariseu proeminente, ele estava sendo cuidadosamente observado. 2Diante dele estava um homem que sofria de hidropisia. 3Jesus perguntou aos fariseus e especialistas na lei: “É lícito curar no sábado ou não?” 4Mas eles permaneceram em silêncio. Então, tomando o homem, ele o curou e o mandou embora. 5Então ele lhes perguntou: “Se um de vocês tem um filho ou um boi que cai em um poço no dia de sábado, não o tiraria imediatamente?” 6E eles não tinham nada a dizer (Lucas 14:1-6).


O cenário: uma refeição de sábado e uma emboscada furtiva

Lucas nos informa que Jesus foi convidado para jantar com um “fariseu proeminente”. Embora os fariseus fossem geralmente conhecidos por se oporem a Cristo, Jesus ainda interagia com eles durante uma refeição. O termo grego traduzido como “observavam atentamente” sugere que eles estavam observando furtivamente, pelo canto dos olhos, possivelmente tentando pegar Jesus em algum delito. Como era sábado, isso poderia ter sido uma armadilha para desacreditá-lo por curar — um ato que eles acreditavam que deveria ser deixado de lado naquele dia.


Entendendo a hidropisia: o homem “afogando-se” em seu próprio corpo

Vamos examinar a vida e o sofrimento do homem com hidropisia, agora conhecida como edema. Essa condição causa inchaço em partes do corpo devido ao acúmulo de líquido, fazendo com que pareçam grotescamente aumentadas. De certa forma, ele estava se afogando em seu próprio líquido corporal. O edema geralmente resulta de falência cardíaca, renal ou hepática. Dada sua condição, ele estava perto da morte. Lucas não especifica quais partes do corpo dele estavam inchadas, mas era óbvio para todos os presentes. Se suas pernas estivessem inchadas, ele teria dificuldade para andar ou ficar em pé. A multidão religiosa não demonstrou preocupação com ele; eles só o viam como um meio de prender Jesus. Jesus percebeu a emboscada se aproximando. O homem doente era apenas uma isca na armadilha dos fariseus. Os líderes religiosos geralmente acreditavam que o sofrimento e a pobreza dos pobres eram punições de Deus.


O coração de Cristo era compassivo para com o homem. Ele permaneceu firme em Seu princípio de que as pessoas vêm em primeiro lugar, enfatizando o quanto elas são preciosas para Jesus. Que ação Ele tomaria? A sala ficou em silêncio enquanto Jesus respondia ao desafio deles. Os fariseus defendiam que ajudar alguém no sábado só era permitido se sua vida estivesse em risco.


É lícito curar? Desafiando a indiferença religiosa

Jesus redirecionou a atenção de si mesmo para os fariseus e os doutores da lei que o observavam. Ele tem uma maneira de fazer perguntas que revelam os verdadeiros sentimentos de uma pessoa. Olhando para eles, Ele perguntou: “É lícito curar no sábado ou não?” (v. 3). A palavra grega para lícito significa autorizado, permitido ou adequado. Jesus não estava questionando se era legal segundo a lei de Moisés; Ele estava pedindo o julgamento deles sobre o que era apropriado. Eles foram pegos de surpresa por essa pergunta e não sabiam como responder. Se condenassem a cura no sábado para aquele homem desesperadamente necessitado, seus corações endurecidos seriam expostos, mas eles também não queriam impedir Cristo de curar no sábado, pensando que O haviam encurralado.


Eles reconheceram que as Escrituras não proíbem atos de misericórdia durante o sábado.


4Mas eles permaneceram em silêncio. Então, tomando o homem, ele o curou e o mandou embora. 5Então ele lhes perguntou: “Se um de vocês tem um filho ou um boi que cai em um poço no dia de sábado, não o tiraria imediatamente?” 6E eles não tinham nada a dizer (Lucas 14:4-6).


O resgate: por que a misericórdia supera o ritual

Jesus apelou para o bom senso deles, abordando primeiro suas preocupações econômicas. Ele perguntou se, caso os bois que usavam para arar caíssem em um poço e estivessem se afogando, eles não os resgatariam, dando a entender que precisariam comprar outro boi para substituir o que se afogou. Em seguida, ele ampliou seu argumento: se o filho deles caísse em um poço e estivesse se afogando, eles não fariam todo o possível para salvá-lo? O homem diante deles estava se afogando em seu fluido, e ele era filho de alguém. Esse filho não deveria ser salvo do afogamento? A passagem termina com Lucas observando que eles não tiveram resposta. Isso destaca o quão fria e indiferente a falsa religião pode ser. Deus, por favor, livre-nos de tais atitudes de indiferença às necessidades ao nosso redor.


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