O que Jesus ensinou sobre o inferno? (O homem rico e Lázaro)
- Keith Thomas
- há 15 horas
- 4 min de leitura

Continuamos nosso estudo diário sobre o tema da eternidade, concentrando hoje nossos pensamentos no que Jesus ensinou sobre o inferno. O Senhor contou uma história sobre um certo homem rico e o inferno que ele encontrou após sua morte. Gostaria de acrescentar que Jesus em nenhum momento chama isso de parábola. Eis o que Jesus disse:
O ensinamento de Jesus sobre a realidade do inferno
19Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino e vivia no luxo todos os dias. 20À sua porta estava deitado um mendigo chamado Lázaro, coberto de feridas 21e desejando comer o que caía da mesa do homem rico. Até os cães vinham lamber suas feridas. 22Chegou o momento em que o mendigo morreu e os anjos o levaram para o lado de Abraão. O homem rico também morreu e foi sepultado. 23No inferno, onde ele estava em tormento, ele olhou para cima e viu Abraão ao longe, com Lázaro ao seu lado. 24Então ele gritou: ‘Pai Abraão, tenha piedade de mim e mande Lázaro molhar a ponta do dedo na água e refrescar a minha língua, porque estou em agonia neste fogo’. 25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembre-se de que durante sua vida você recebeu coisas boas, enquanto Lázaro recebeu coisas ruins, mas agora ele está aqui consolado e você está em agonia. 26Além disso, entre nós e vocês foi fixado um grande abismo, de modo que aqueles que querem passar daqui para lá não podem, nem ninguém pode passar daí para cá’ (Lucas 16:19-26).
Lições do homem rico e Lázaro
Uma das primeiras coisas que o homem rico suporta é o tormento completo (v. 23). O termo grego usado é basanos,que significa “descer ao fundo, a tortura ou sofrimento mais profundo”. Essa palavra grega provavelmente se refere ao conceito discutido na meditação de ontem: existem vários níveis de sofrimento no inferno, e o ex-homem rico estava experimentando o nível mais intenso. Jesus descreveu como sua língua queimava e ele ansiava por água para refrescá-la. Apesar de não ter um corpo físico, ele sente o tato e está em intensa dor. Ele também tem a visão e o reconhecimento; ele viu Lázaro do outro lado de um vasto abismo com Abraão ao seu lado. É agonizante para ele ver o Paraíso e perceber que desperdiçou sua chance de receber o que precisava de Deus para entrar, sabendo que agora é tarde demais e que nunca experimentará nem mesmo um momento dentro dele.
A realidade da memória e dos sentidos eternos
Mais tarde, no Julgamento do Grande Trono Branco descrito em Apocalipse 20:11-15, ficamos sabendo que a morte e o Hades serão lançados no Lago de Fogo, um lugar de escuridão eterna. A partir desse momento, o antigo homem rico será privado da visão. O Senhor o descreve como ainda capaz de falar; ele clama a Abraão e mostra seu sofrimento. Parece não haver nenhuma mudança em seu caráter ou atitude em relação a Lázaro, pois ele ainda acredita que pode ordenar que Lázaro lhe traga água e visite seus irmãos. Seu apelo a Abraão é um tanto manipulador, pois ele o chama de “Pai Abraão”, sugerindo uma relação baseada exclusivamente no fato de ter nascido em uma nação que crê em Deus. Como ele está enganado! Isso é bastante semelhante a muitas pessoas nascidas em países cristãos hoje — muitas se consideram cristãs, mas nem todas têm um relacionamento genuíno com Deus por meio de Cristo. Seu sentido de audição persiste, pois ele continua a ouvir Abraão falando com ele.
Por que o “abismo” na eternidade é fixo
Abraão responde ao homem rico com palavras que ecoarão para sempre. Sua declaração é poderosa, verdadeira, mas sem esperança: ele se lembrará de sua vida terrena (v. 25) e de todas as chances que perdeu de se arrepender e se render a Deus. Isso deve ser incrivelmente doloroso. A mente estará perfeitamente clara, e aqueles que estiverem naquele lugar manterão suas faculdades sem as limitações de um corpo físico. O arrependimento será profundo pelas ações passadas, sem maneira de consertá-las, porque será tarde demais. O homem rico não tem ninguém para orar por ele; o engano de Satanás convence as pessoas de que podem mudar seu destino após a morte. Seu destino está fixado, com um abismo separando-os para sempre, sem possibilidade de cruzá-lo (v. 26). Onde a morte te encontra, a eternidade te prende. As Escrituras deixam claro: não há purgatório, reencarnação ou segunda chance para alívio. O momento de mudar seu destino eterno é antes da morte, antes que seja tarde demais.
Gostaria de exortá-lo, se você ainda não é um verdadeiro crente em Cristo Jesus, a não descartar esses pensamentos — seu destino eterno está em jogo. Ajoelhe-se e arrependa-se; entregue sua vida a Cristo. Dê a Ele o controle — viva somente para Ele! Mais sobre esse assunto amanhã. Keith Thomas
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