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Bem-aventurados os misericordiosos: Compreendendo o significado de Mateus 5:7

  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

O poder da misericórdia: Compreendendo “Bem-aventurados os misericordiosos” (Mateus 5:7)


Em nossas meditações diárias, examinamos de perto os ensinamentos de Jesus sobre as atitudes do coração daqueles que caminham com Cristo no que é comumente chamado de Sermão da Montanha. Chegamos agora às quatro bem-aventuranças que apontam para a nossa atitude de coração em relação aos que nos rodeiam. Já analisamos as quatro primeiras nos versículos 3-6, então agora vamos ver o que o Senhor Jesus ensina no versículo 7:


Bem-aventurados os misericordiosos, pois eles alcançarão misericórdia (Mateus 5:7).


Quando entramos em um relacionamento de aliança com Deus e começamos a caminhar com Ele, a atitude graciosa de Deus para com os outros brota dentro de nós. Os crentes em Cristo têm um desejo interior de estender a misericórdia de Deus àqueles ao seu redor. Quando permitimos que o Espírito de Deus nos conduza e guie, somos atraídos para aqueles que estão sofrendo e precisam Dele. Sentimos compaixão pelas pessoas que passam por circunstâncias dolorosas.


O Coração da Misericórdia: Uma Lição de Simão, o Fariseu


Essa lição foi o que Simão, o fariseu, teve de aprender quando a mulher pecadora se aproximou da mesa e chorou aos pés de Jesus (Lucas 7:36-49). Simão não demonstrou misericórdia para com a mulher pecadora cujo coração foi tocado por Jesus. A pessoa misericordiosa lembra-se da culpa e da infelicidade que já sentiu e tem o cuidado e a ternura para estender a misericórdia de Deus aos outros. Simão, o fariseu, nunca sentiu o peso da culpa por seu pecado, por isso não conseguiu sentir compaixão pela mulher pecadora. Jesus falou de uma resposta amorosa ao perdão da dívida de pecado da mulher.


Perdoar os Outros


Pessoas que são gratas por terem sua dívida de pecado perdoada perdoam os outros quando estes pecam contra elas. Perdoar alguém é absolver, libertar ou permitir que alguém escape da culpa, da responsabilidade, da obrigação ou da dificuldade. Quando os crentes vivem essa atitude diante do mundo, isso é antinatural para o sistema mundial em que vivemos. Foi assim que Jesus viveu e, mesmo enquanto estava sendo crucificado, Ele estendeu misericórdia àqueles que cravaram os pregos em Suas mãos, orando: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).


O Teste da Misericórdia: Por que Temos Dificuldade em Perdoar


Deus frequentemente testa a fé de Seus servos para ver como eles respondem àqueles que os magoaram no passado. Ainda existe em nós o desejo de vê-los receber a punição que merecem pela maneira como nos magoaram? Podemos estender graça e misericórdia àqueles que não a merecem? Depois de recebermos a misericórdia de Deus nesse teste, Deus nos avalia de acordo com a maneira como nos comportamos para com os outros. Mateus registra Jesus contando uma parábola sobre essa atitude de ser misericordioso:


21Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar meu irmão que peca contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Eu te digo: não apenas sete vezes, mas setenta e sete vezes! 23Por isso, o reino dos céus é como um rei que queria acertar contas com seus servos. 24Quando começou a fazer as contas, trouxeram-lhe um devedor que lhe devia dez mil talentos. 25Como o homem não tinha como pagar, o senhor ordenou que ele fosse vendido para saldar a dívida, juntamente com sua esposa, seus filhos e tudo o que possuía.26Então o servo se ajoelhou diante dele. ‘Tenha paciência comigo’, implorou ele, ‘e eu pagarei tudo’.

27Seu senhor teve compaixão dele, perdoou-lhe a dívida e o libertou. 28Mas, quando aquele servo saiu, encontrou um de seus companheiros que lhe devia cem denários. Ele o agarrou e começou a estrangulá-lo, dizendo: ‘Pague o que me deve!’ 29Então, seu companheiro se prostrou e implorou-lhe: ‘Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei.’ 30Mas ele recusou. Em vez disso, foi e mandou que o homem fosse jogado na prisão até que pudesse pagar sua dívida. 31Quando seus companheiros viram o que havia acontecido, ficaram muito angustiados e foram contar tudo isso ao seu senhor. 32Então o senhor o chamou e declarou: ‘Servo perverso! Eu perdoei toda a sua dívida porque você me implorou. 33Não deverias ter tido misericórdia do teu companheiro, assim como eu tive de ti?’ 34Irritado, o seu senhor o entregou aos carcereiros para ser torturado, até que pagasse tudo o que devia. 35É assim que o meu Pai celestial tratará cada um de vocês, a menos que perdoem de coração ao seu irmão” (Mateus 18:21-35).


Encontrando a liberdade pessoal por meio do perdão


Você já foi ferido emocionalmente por seus pais, amigos ou cônjuge? Você consegue libertá-los da justiça que exige que recebam pelo mal que lhe causaram? Mais uma vez, a palavra “eles” no texto grego é enfática: Bem-aventurados os misericordiosos, pois receberão misericórdia, o que significa que [somente eles] obterão misericórdia. Quando perdoamos alguém, também libertamos nossas almas da escravidão da mágoa e da dor que a falta de perdão exerce sobre nós. Este é um princípio espiritual tão real quanto um físico, como a gravidade. Que você conheça a liberdade interior que vem de ser misericordioso com os outros.


Aplicação: Como Viver Esta Meditação


1. O Inventário do “Gancho”

Em nosso texto, usamos a frase “tirar os outros do gancho”.

A Ação: Sente-se em silêncio por dois minutos e pergunte: “Quem estou mantendo no gancho atualmente?” Pode ser um cônjuge que esqueceu um aniversário ou um pai que foi frio há dez anos.

A Oração: “Senhor, fui perdoado de uma dívida que nunca poderia pagar. Hoje, escolho soltar [Nome] da dívida que sinto que ele tem comigo.”


2. A misericórdia como um “reflexo”, não uma escolha

Mencionamos que a misericórdia é “antinatural ao nosso sistema mundial”.

A ação: Posso desafiá-lo a praticar a “micro-misericórdia” esta semana? Se alguém te cortar no trânsito ou um caixa for rude, em vez de reagir com justiça (exigindo um comportamento melhor), reaja com misericórdia (presumindo que a pessoa esteja tendo um dia difícil). É uma “ginástica da misericórdia” para se preparar para as grandes mágoas.


3. Inventário emocional x realidade espiritual

A ação: a misericórdia é uma decisão da vontade, não um sentimento do coração. Você pode demonstrar misericórdia mesmo com o coração ainda doendo. Aplicação significa escolher parar de “repassar a fita” da ofensa. Toda vez que a lembrança surgir, entregue conscientemente a “fatura” de volta a Deus e diga: “Esta dívida está cancelada”. Keith Thomas


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