O verdadeiro significado da mansidão bíblica (Mateus 5:5)
Em nossas meditações diárias, examinamos de perto as palavras iniciais de Jesus nas Bem-aventuranças, encontradas no que é comumente conhecido como o Sermão da Montanha. O que o Senhor quis dizer quando afirmou que Deus aprova espiritualmente (abençoa) aqueles que são mansos?
“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (Mateus 5:5).
O termo “manso” descreve um garanhão cuja força é domada depois que ele é subjugado e perde sua independência. O animal não perde sua força; em vez disso, torna-se adequado para usos específicos. Da mesma forma, a mansidão se refere à nossa vontade sendo submetida à vontade de Deus, demonstrando autocontrole diante de dificuldades e provações. Nosso exemplo é o Senhor Jesus, que disse: “Quando injuriado, não revidava com injúrias; quando sofria, não ameaçava, mas continuava a entregar-se àquele que julga com justiça” (1 Pedro 2:23).
Força sob controle: a imagem do jugo
Os bois, animais tradicionalmente usados para puxar arados, eram treinados sendo atrelados a animais mais velhos e experientes. Jesus provavelmente se referiu a essa imagem quando disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, pois sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Pois o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mateus 11:28-30; ênfase adicionada). Quando nos aproximamos de Cristo e Seu Espírito entra em nossas vidas, ficamos “atrelados” ou “unidos” a Ele: “Mas quem se une ao Senhor torna-se um só espírito com ele” (1 Coríntios 6:17). Por meio dessa relação de aliança com Cristo, o Espírito de Deus pode nos dar humildade e mansidão — características que significam força sob controle. Jesus estava ensinando que aqueles que permitem que o Espírito desenvolva um caráter semelhante ao de Cristo, incluindo a mansidão, herdarão a terra (v. 5).
Fome espiritual: uma sede profunda pela justiça de Deus
A quarta bem-aventurança aborda novamente nossa atitude para com Deus. Os crentes genuinamente nascidos de novo, cheios do Espírito de Deus, estão sempre famintos e sedentos por estar em paz com Ele. Dentro do filho de Deus, surge uma fome e uma sede pela justiça de Deus. Antes de conhecer o Senhor Jesus, a menção do Seu nome ou das coisas de Deus não significava nada para mim; no entanto, depois de encontrar Cristo, busquei e consumi tudo o que se relacionava com a verdade de Deus e do Senhor Jesus. Até mesmo a menção do nome de Jesus em uma conversa próxima me fazia ouvir com atenção. Deus cria em nós uma sede que leva o filho de Deus às coisas de Deus. Quanto mais você meditar em Sua Palavra, reconhecê-Lo e se conscientizar de Sua presença, mais você se entristecerá com as coisas que se opõem ao Seu caráter. Não é assim que acontece quando amamos alguém? Quando ouvimos palavras insultuosas e depreciativas sobre aquele que amamos, isso nos fere profundamente. O Espírito Santo nos dará um apetite por alimento espiritual e um anseio por conhecer a presença de Deus e experimentá-Lo mais profundamente.
Sustento no deserto: buscando a Deus em tempos difíceis
Viajar pelo clima desértico de Israel revela que, na época de Jesus, a água era essencial para a sobrevivência. Enquanto se escondia do rei Saul, Davi precisava se deslocar entre fontes de água. Apesar das dificuldades infligidas por Saul, ele equiparou sua sede de água ao seu anseio por Deus, afirmando: “Ó Deus, tu és o meu Deus; eu te busco ardentemente; minha alma tem sede de ti; minha carne desfalece por ti, como em terra seca e árida, onde não há água” (Salmo 63:1). Esse cansaço também se manifesta quando testemunhamos o mal generalizado ao nosso redor.
A tática de Satanás é “desgastar os santos do Altíssimo” (Daniel 7:25). Deus, que observa tudo e compreende o que Seu povo passa, considera aqueles que têm um desejo e uma necessidade constantes por Ele como estando em boa posição diante Dele; Ele os considera espiritualmente aprovados ou abençoados. Que você passe pela transformação de Deus em seu caráter e, por meio dela, abrace o poder de uma vida abençoada.
Aplicação prática: Como colocar isso em prática
1. O teste do “garanhão” (mansidão) Identifique uma área nesta semana em que você geralmente sente a necessidade de “pegar as rédeas” ou reagir defensivamente (talvez um colega de trabalho difícil ou uma tarefa estressante). Em vez de reagir com suas próprias forças, ore conscientemente: “Senhor, eu renuncio ao meu direito de estar certo. Use minha força para os Teus propósitos hoje.”
2. Avalie o seu “jugo” (descanso) Se você se sentir exausto ou “sobrecarregado”, pergunte-se de quem é o jugo que você está carregando. Você está tentando carregar o peso da sua vida sozinho? Aplicação: Passe 5 minutos em silêncio todas as manhãs, especificamente “re-engatando-se” a Jesus, pedindo a Ele que defina o ritmo do seu dia.
3. Cultive o apetite (fome) Assim como evitamos a “junk food espiritual”, devemos escolher o que consumimos. Ação: Substitua 15 minutos nas redes sociais ou lendo notícias por 15 minutos de meditação nas Escrituras. Observe se sua “sede” por Deus aumenta à medida que você diminui o barulho do mundo. Keith Thomas
Continue sua jornada…
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