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7. He Must Become Greater

7. Cristo Deve Se Tornar o Maior

João 3: 22-36

O Evangelho segundo João

 

Após a conversa do Senhor com Nicodemos, João, o escritor do Evangelho, agora nos leva de Jerusalém ao campo da Judéia, onde vemos Jesus orientando Seus discípulos:

 

Depois disso Jesus foi com os seus discípulos para a terra da Judéia, onde passou algum tempo com eles e batizava” (João 3:22).

 

Nosso Objetivo é Conhecer a Cristo

 

A primeira coisa que aprendemos sobre Jesus nesta passagem é o desejo do Messias de estar com Seus discípulos. A frase grega traduzida como “passou algum tempo com eles” (v.22), traz o sentido de íntima comunhão. Marcos, o escritor do Evangelho, também menciona esse desejo de Jesus de estar com Seu povo. Ele escreveu, “Escolheu doze, designando-os como apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar” (Marcos 3:14 Ênfase minha). Cristo pretendia conquistar seus corações por meio de íntima comunhão e transmitir Seu caráter a eles. Vivendo simplesmente a vida com Jesus, Seus discipulos foram influenciados profundamente por Ele. Que privilégio eles tiveram, isto é, de andar e conversar com Jesus aqui na terra! Você já pensou em como deve ter sido? Hoje, Jesus nos convida a fazermos o mesmo. Quanto mais tempo você passa se aproximando de Cristo na leitura da Palavra de Deus e através da oração, mais o caráter dEle influenciará você!

 

Você pode afetar uma pessoa à distância, mas se você deseja impactar e trazer mudanças reais na vida de alguém, a melhor maneira é através de um relacionamento próximo. Devemos crescer em nossa intimidade com Deus. Jesus disse: “Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Já agora vocês o conhecem e o têm visto” (João 14:7). Deus ama as pessoas e quer estar com aqueles que O amam. Quando você olha para todos os quatro evangelhos, não se pode escapar da conclusão de que havia duas missões principais para Cristo enquanto Ele estava na Terra. 1) Satisfazer o Pai pagando o preço pelo pecado da humanidade através da morte na cruz. 2) Criar um pequeno grupo de homens a quem Ele pudesse modelar o que era viver a vida em plenitude e enviá-los para espalhar o Evangelho e promover o Reino de Deus.

 

Após o versículo 22, o apóstolo João concentra nossa atenção novamente em João Batista:

 

23João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas, e o povo vinha para ser batizado. 24(Isto se deu antes de João ser preso. ) 25 Surgiu uma discussão entre alguns discípulos de João e um certo judeu, a respeito da purificação cerimonial.26 Eles se dirigiram a João e lhe disseram: "Mestre, aquele homem que estava contigo no outro lado do Jordão, do qual testemunhaste, está batizando, e todos estão se dirigindo a ele". 27A isso João respondeu: "Uma pessoa só pode receber o que lhe é dado do céu. 28Vocês mesmos são testemunhas de que eu disse: Eu não sou o Cristo, mas sou aquele que foi enviado adiante dele (João 3:23-28).

 

1 Os fariseus ouviram falar que Jesus estava fazendo e batizando mais discípulos do que João, 2 embora não fosse Jesus quem batizasse, mas os seus discípulos. (João 4:1-2)

 

Jesus e Seus discípulos estavam batizando, mas João Batista também estava batizando em Enom, perto de Salim, apenas em lugares diferentes. Enom é a palavra grega para fonte. João, o Apóstolo, nos diz que eles estavam batizando naquele local porque havia muita água ali (v. 23). Esta frase nos dá uma indicação de como o batismo foi realizado nos dias de João e Jesus. Eles estavam naquele lugar porque havia água suficiente nas nascentes para batizar uma pessoa por imersão. Não lemos em nenhum lugar nas Escrituras alguém que seja batizado por aspersão. Enom foi escolhido como local de batismo apenas porque tinha água em abundância para imergir completamente uma pessoa. A palavra grega traduzida para o inglês com a palavra batismo significa submergir, saturar, mergulhar.

 

Enquanto João ainda estava batizando, surgiu uma preocupação entre seus discípulos.

 

Pergunta 1) No versículo 26, quais eram as preocupações dos discípulos de João Batista? Eles estavam certos em se preocupar? Qual é o perigo em relação a esses tipos de preocupações hoje?

 

Provavelmente havia duas preocupações na mente dos discípulos de João. O primeiro pode ter sido por causa de uma discussão que eles tiveram com um judeu sem nome (versículo 25). Não sabemos o conteúdo desse argumento, mas pode ter sido uma pergunta sobre qual batismo era superior, o batismo de João ou de Jesus. Por quem as pessoas deveriam ser batizadas? João já havia dito a alguns de seus discípulos que Jesus era o Cordeiro de Deus que removeria o pecado do mundo e os encorajou a segui-Lo (João 1: 35-37). Eles disseram a João:

 

"Mestre, aquele homem que estava contigo no outro lado do Jordão, do qual testemunhaste, está batizando, e todos estão se dirigindo a ele" (v 26).

 

A segunda preocupação era que o ministério de João Batista estava agora em declínio. Se você fosse um discípulo ou seguidor leal de João observando cada vez mais pessoas indo a outro lugar, isso não o preocuparia? João não interrompeu seu ministério de pregar e batizar, mesmo que as pessoas estivessem gravitando cada vez mais para o objeto de Sua pregação, Cristo. Ele é um excelente exemplo para quem tem um ministério pequeno, ou seja, para continuar, mesmo que a maioria das pessoas esteja indo para outro lugar. Ele poderia ter decidido parar de pregar agora que havia alguém novo na cidade, mas não o achamos desanimado. Sua humildade brilha através de suas palavras. Além disso, não devemos nos cansar de nosso trabalho para o Senhor. Paulo, o apóstolo escreveu, “E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos” (Gálatas 6:9). João continuou insistindo no que Deus havia lhe dado para fazer. Seus seguidores estavam com medo e inveja de que sua "igreja" estivesse perdendo seus membros para outra igreja, e eles queriam que João fizesse uma estratégia para atraí-los de volta. Infelizmente, essa atitude invejosa ainda prevalece entre as igrejas hoje. A inveja é uma estratégia que o nosso inimigo, o diabo, emprega com um efeito perigoso:

 

Há uma fábula de que os agentes de Satanás estavam falhando em suas várias tentativas de atrair para o pecado um homem santo que viveu como eremita no deserto do norte da África. Toda tentativa encontrou um fracasso; então, Satanás, irritado com a incompetência de seus subordinados, envolveu-se pessoalmente no caso. Ele disse: "A razão pela qual vocês falharam é que seus métodos são muito rudes para um como esse. Observe isso". Ele então se aproximou do homem santo com muito cuidado e sussurrou suavemente em seu ouvido: "Seu irmão acabou de se tornar bispo de Alexandria". Instantaneamente, o rosto do santo homem mostrou que Satanás havia sido bem-sucedido: uma grande carranca se formou sobre sua boca e seus olhos se apertaram. "A inveja", disse Satanás, "costuma ser a nossa melhor arma contra aqueles que buscam a santidade.”

 

Enquanto pastoriei na Inglaterra, lembro-me de ter ouvido um ministro preocupado com pessoas deixando sua igreja para irem a outra. Sua estratégia era colocar uma máscara como a de um famoso comediante da época e fazer cócegas debaixo dos braços das pessoas com seu espanador de móveis, que ele chamava de "o bastão de cócegas". Ele esperava atrair as pessoas, fazendo-as rir, imitando um comediante inglês, Ken Dodd, que fez algo semelhante em sua rotina de comédia. Enquanto Ken Dodd fazia as pessoas rirem, esse ministro equivocado fez com que muitas pessoas balançassem a cabeça em decepção. Ele achava que a mensagem cristã tinha que ter um pouco de teatro e carisma para atraí-los. Como podemos levar uma mensagem convincente para os outros sobre o amor de Cristo se não temos uma mensagem que arda em nossos corações? Se a mensagem não afetar primeiramente os ministros de Deus, como poderá afetar aqueles que chegam a igreja? Infelizmente, existe um espírito competitivo entre muitas igrejas. Esse tipo de teatro revela um motivo equivocado.

 

Ao longo dos anos, ao participar de conferências de pastores, notei que, algumas vezes, minutos depois de sentar e conversar com alguns pastores, muitas vezes surge a pergunta: "Quantos membros você tem em sua igreja?" Os pensamentos não ditos por trás da pergunta são os seguintes: "Você é digno do meu tempo?" ou "De que maneira vou lucrar gastando tempo com você?" João não tinha tal ambição ou falso motivo para o ministério. Ele queria apontar os homens para Jesus. Ele estava seguro no que foi chamado a fazer. Há uma razão pela qual Jesus disse sobre João Batista:

 

Digo-lhes a verdade: Entre os nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista; todavia, o menor no Reino dos céus é maior do que ele (Mateus 11:11).

 

A Mensagem, Missão e Motivação de João

 

Havia três tarefas que Deus deu a João Batista:

 

1) Limpar o caminho. Seu trabalho era afastar obstáculos da mente e do coração daqueles que receberiam o Messias (Lucas 3: 1-20).

 

2) Preparar o caminho. Sua pregação era provocar arrependimento sincero naqueles que desejariam andar com Deus.

 

3) Sair do caminho. Ele deveria se tornar pequeno o suficiente para que as pessoas vissem a Cristo e não a ele mesmo. Esta terceira tarefa estava diante dele agora. Sua resposta a seus discípulos foi abominar tão pequenos anseios de alma para reunir pessoas para si mesmo. As pessoas que estavam com fome de Deus não lhe pertenciam. Ele disse:

 

Uma pessoa só pode receber o que lhe é dado do céu” (João 3:27).

 

João queria ser fiel ao que fora chamado a fazer, e agora, depois de abrir o caminho e preparar o caminho, era hora de sair do caminho. Em essência, ele estava dizendo que o dom recebido por Deus só poderia levar as pessoas até Cristo. Seu ministério era apontar o caminho para Cristo. Esse tipo de atitude deve estar também no coração dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e professores de Deus, aqueles que podem equipar os outros. Os líderes devem treinar e equipar as pessoas e, em seguida, sair do caminho para que o povo de Deus possa cumprir seu chamado:

 

11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, 12 com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, 13 até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo (Efésios 4:11-13).

 

Aqueles que são chamados para preparar pessoas devem colocar ferramentas nas mãos delas, o corpo de Cristo, para que possam realizar o trabalho de servir (v. 12) e depois sair do caminho. Só podemos ter sucesso no ministério quando o povo de Deus está crescendo e cheio de amor por Cristo. Podemos ser bem-sucedidos em levar as pessoas à igreja, mas cada um de nós deve apontar outros para o Messias, tanto através de nossas palavras quanto de nosso caráter.

 

Com muita frequência, as pessoas na igreja não estão pondo em prática seus dons e o chamado de Deus. Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e professores são presentes de Deus. Eles são chamados, treinados e equipados por Deus para serem bênçãos às pessoas em Sua igreja. Eles não devem fazer o ministério sozinhos; em vez disso, devem modelar, treinar e equipar a Igreja para ministrar como eles. A palavra grega, katartismon, é a palavra operativa que é traduzida para o inglês com a palavra "equipar". É usado na língua grega para descrever um pescador consertando os buracos nas redes para que a rede possa ser útil na captura de peixes. A palavra grega também era usada para um médico que cuida de um homem cujo braço não está articulado. Ele restaurou o braço realinhando a articulação de volta ao local em que funcionaria efetivamente.

 

Este é o ministério de todos os crentes: mostrar o caminho para que outros se apaixonem pelo Salvador e se edifiquem em Cristo. O potencial não realizado é muito comum na Igreja, assim como na arena dos negócios. Grupos pequenos são um ótimo lugar onde os dons e talentos das pessoas devem ser vistos, exercitados, promovidos e divulgados, assim como Jesus fez com seu pequeno grupo. João disse que só poderíamos receber o que nos é dado do céu. Que os dons de Deus surjam dentro de nós para indicar o caminho às pessoas, fazendo com que elas, em todo o mundo, vejam Jesus!

 

Pergunta 2) Dentro do Corpo de Cristo, na esfera mundial, que mudanças você esperaria ver se todos começassem a exercitar seus dons e habilidades dados por Deus como Ele deseja?

 

(Para pequenos grupos estabelecidos de pessoas que se conhecem bem):

 

Que dons e talentos do céu você observa nas pessoas que estão ao seu redor?

 

A Noiva Pertence ao Noivo

 

João então usa uma ilustração para indicar como ele se via:

 

29 A noiva pertence ao noivo. O amigo que presta serviço ao noivo e que o atende e o ouve, enche-se de alegria quando ouve a voz do noivo. Esta é a minha alegria, que agora se completa. 30 É necessário que ele cresça e que eu diminua. 31 "Aquele que vem do alto está acima de todos; aquele que é da terra pertence à terra e fala como quem é da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32 Ele testifica o que tem visto e ouvido, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33 Aquele que o aceita confirma que Deus é verdadeiro. 34 Pois aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque ele dá o Espírito sem limitações. 35 O Pai ama o Filho e entregou tudo em suas mãos.36 Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele" (João 3:29-36).

 

Ele se via como o amigo do noivo, ou seja, alguém que hoje chamaríamos de padrinho de casamento. O comentarista William Barclay tem uma visão fascinante do "amigo que atende o noivo:"

 

O "amigo do noivo", o shoshben, tinha um lugar único em um casamento judaico. Ele atuava como a ligação entre a noiva e o noivo; ele arranjou o casamento; ele pegou os convites; ele presidiu a festa do casamento. Ele reuniu a noiva e o noivo. E ele tinha um dever em particular. Era seu dever guardar a câmara nupcial e não deixar entrar nenhum amante falso. Ele só abriria a porta quando no escuro ouvisse a voz do noivo e a reconhecesse. Quando ouviu a voz do noivo, ficou contente, deixou-o entrar e foi se alegrar, pois sua tarefa estava concluída.

 

Alguém pode se perguntar se esse trabalho de um amigo próximo, ou padrinho do noivo, era necessário quando Labão, seu sogro, enganou Jacó. Labão e Jacó concordaram juntos que Jacó trabalharia para Labão por sete anos em troca da mão de Raquel, sua filha, em casamento. Depois de sete anos de trabalho, durante a noite da festa nupcial, Raquel foi trocada no escuro por sua irmã Leia. Somente de manhã Jacó percebeu que a garota com quem ele dormira não era sua amada Raquel. Labão o enganou, forçando-o a ficar e trabalhar outros sete anos por Raquel (Gênesis 29: 15-28). Jacó, sem dúvida, precisava de um shoshben!

 

João fala de sua alegria ser completa na chegada do Noivo e de que a noiva foi atraída por Cristo. O amigo que atende o Noivo é aquele que espera (v. 29) e ouve a voz do Noivo, e quando Ele vier, haverá uma alegria absoluta no serviço prestado pelo amigo do Noivo. Esperar e ouvir a voz do Noivo fala a respeito de o foco estar no próprio Noivo, Cristo. Quando nosso foco principal se torna outras coisas, como um ministério, igreja ou indivíduo específico que não seja o Senhor Jesus, perdemos a nossa missão e muitas vezes perdemos o nosso caminho. Quantas vezes você já ouviu falar de um indivíduo se afastando da comunhão com outros crentes devido a decepções e desilusões? Muitas pessoas vão falhar e nos despontar em algum momento; não tenha dúvida disso. Nós devemos olhar para Cristo em primeiro lugar e incentivar nossos irmãos a fazerem o mesmo. "Não é para nós mesmos que devemos tentar prender as pessoas; é para Jesus Cristo. Não é para nós mesmos que buscamos a lealdade dos homens; é para Ele."

 

Pergunta 3) Que verdade João estava tentando transmitir aos seus discípulos ciumentos, ao dizer: “A noiva pertence ao noivo” (v. 29)?

 

A Nova Tradução da Versão Internacional (NLT/ tradução e versão inglesa) traduz essas palavras da seguinte maneira: "A noiva irá aonde o noivo estiver". Os líderes da Igreja nunca devem pensar nas pessoas da congregação como “nosso povo”. Nunca é "nossa igreja". A igreja pertence a Jesus, e pastores e preparadores são apenas aqueles que cuidam do rebanho de Deus. Cristo é aquele que é chamado de Supremo Pastor (1 Pedro 5: 4). Quando as pessoas se reúnem em outros lugares, nossa atitude nunca deve ser de competitividade. João se regozijou ao ver outras pessoas atraídas por Cristo. Devemos ser tudo o que podemos estar em Deus e perceber que só podemos levar as pessoas tão longe de acordo com os dons que nos foram dados.

 

A noiva irá aonde o noivo está! A cada um de nós é dado o ministério de edificar uns aos outros e apresentá-los ao Noivo, Jesus, o Messias. Quanto mais as pessoas veem a Cristo e se apaixonam por Ele, mais nos tornamos como João Batista ao apontá-las para Cristo. Este é um sinal da verdadeira maturidade cristã, quando uma pessoa pode se alegrar nas realizações de outras pessoas. Como João, cada um de nós que trabalhou para esse fim terá grande alegria diante do Pai ao ver pessoas preciosas que influenciamos serem recebidas nos braços do Noivo e receber instruções: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mateus 25:23). Para usar uma analogia de futebol, você pode não marcar o gol, mas se você ajudar no objetivo alcançado, haverá uma grande recompensa, e todos participarão. Não apenas será pura alegria e glorioso ouvir essas palavras, mas também ouvi-las ditas àqueles a quem também influenciamos – quão maravilhoso será!

 

Morrendo para si mesmo

 

João Batista fez então outra declaração profunda: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (v.30).

 

Pergunta 4) O que João está dizendo aqui? Como você explicaria esse conceito a uma criança de oito anos? Como o Espírito realiza essa obra de tornar Cristo em nós mais significativo?

 

É uma verdade espiritual que, quanto mais nos apaixonamos pela pessoa de Cristo, mais perdemos de vista o ego, o interesse próprio e a satisfação pessoal. Essa atitude de coração é fruto da obra do Espírito em nós. Crescer em maturidade envolverá que estamos mais preocupados com os outros e menos com o eu. A vida cristã é uma vida de morte para nós mesmos, para que possamos estar plenamente vivos em todos os sentidos da palavra. Se engana a pessoa egoísta que é cristã há algum tempo, pois não experimentou uma vida transformada (João 3: 3). João Batista estava dizendo que, como o noivo estava em cena, era hora dele diminuir ou se tornar menos. A.W. Pink, em seu comentário sobre o livro de João, escreve:

 

Quanto mais eu "diminuo" [me torno menos], mais me deleito em ficar de pé e ouvir a voz do Abençoado que é Totalmente Adorável. E tão inversamente. Quanto mais eu ficar em pé e ouvir Sua voz, mais Ele "aumentará" diante de mim e mais "diminuirei". Não posso me ocupar com dois objetos ao mesmo tempo. Para "diminuir" é preciso ser cada vez menos ocupado com o nosso eu. Quanto mais eu estou ocupado com Cristo, menos eu devo estar ocupado comigo mesmo. A humildade não é o produto do cultivo direto; ao contrário, é um subproduto. Quanto mais eu tentar ser humilde, menor atingirei a humildade. Mas se estou verdadeiramente ocupado com Aquele que era “manso e humilde de coração”, se estou constantemente contemplando Sua glória no espelho da Palavra de Deus, então serei transformado na mesma imagem de glória em glória, assim como pelo Espírito do Senhor” (2 Coríntios 3:18).

 

William Carey, o grande missionário da Inglaterra, em seu leito de morte, disse aos que estavam reunidos ao seu redor: “Quando eu me for, não falem sobre William Carey; falem sobre o Salvador de William Carey. Eu desejo que somente Cristo seja magnificado.” Uma pessoa apaixonada pelo Salvador perde a visão de si mesma. Tempo e oportunidade são redimidos pelo crente maduro pelo que conta na vida, isto é, pessoas que Jesus morreu para salvar.

 

Quando chegamos a Cristo, o Espírito Santo entra e começa Suas mudanças transformadoras, moldando-nos para sermos como Cristo quando Ele coloca o dedo em áreas de nossas vidas que não são compatíveis com o caráter de Cristo. Assim como João Batista disse, devemos nos tornar cada vez menores. Não vivemos mais por nós mesmos; de fato, desistimos da propriedade do eu. Paulo, o Apóstolo escreveu: “vocês não são de si mesmos; 20 Vocês foram comprados por alto preço” (1 Corintios 6:19-20). Quando você entregou sua vida a Cristo, Ele veio e sentou-se na sala do trono do templo do seu viver. Em outra passagem, Paulo colocou essa verdade de maneira diferente, dizendo:

 

Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20).

 

2 Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. 3 Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. 4 Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória (Colossenses 3:2-4 Ênfase minha).

 

A resposta de João Batista se concentra na preeminência de Cristo. Ele viveu para tornar Cristo conhecido e depois saiu do caminho. E quanto a você? Você deu a Ele o primeiro lugar em sua vida? Se sim, como sua vida mudou desde então? Qual é a sua dificuldade quando pensa em entregar o controle da sua vida para Cristo?

 

Oração: Para encerrar, ore as palavras desta música:

 

Jesus, me tome como sou, não posso vir de outra maneira, leva-me para mais perto de Ti. Faça minha vida carnal derreter. Faça-me como uma pedra preciosa, cristalina e refinada. Luz de Jesus brilhando, devolvendo glória a Ti. ” Amém. (Palavras de Dave Bryant.)

 

Keith Thomas

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